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Servidores julgam necessário e esclarecedor o debate sobre o papel dos funcionários públicos na crise do Estado brasileiro

“Quando a gente luta, briga, por condições de trabalho, por salários dignos, por formação de qualidade, nós não estamos brigando por nós, mas estamos tentando melhorar as condições da população brasileira”. Foi o que disse Aires Ribeiro, diretor financeiro da Pública, Central do Servidor, na abertura do debate sobre “A crise do Estado brasileiro e os servidores públicos”, que reuniu cerca de 50 servidores públicos no auditótio da Secretaria de Fazenda do Estado do Amazonas (Sefaz-AM), na tarde dessa quarta-feira, 24 de agosto.

Amauri Perusso, presidente da Fenastc (Federação Nacional das Entidades dos Servidores dos Tribunais de Contas do Brasil), falou sobre o impacto da dívida pública nas finanças do Brasil e destacou a necessidade que os servidores tem de tornar o tema simples de fácil acesso a qualquer cidadão. “Qualquer cidadão que sabe ler e escrever é capaz de fazer uma auditoria da dívida pública. É isso que nos cabe, educar o povo brasileiro para compreender sua própria realidade para compreender o tempo em que vive e para poder participar ativamente dos acontecimentos públicos”, disse Perusso que é, também, auditor público externo, nível III, classe D, do Tribunal de Contas do Estado do Rio Grande do Sul.

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O advogado Jean Cleuter, membro do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais do Ministério da Fazenda (CARF), foi um dos convidados do evento e ressaltou que os servidores públicos trabalham para cumprir uma “função social”. “O papel do funcionário privado é o lucro, uma vez que ele está numa empresa todo o desempenho da sua função é voltado ao lucro e na administração pública, o servido visa a realização social e dentro disso nós temos que dizer quais são os pontos para alcançar a função social”, disse o advogado.

Ampliar a qualidade, eliminar desperdício, combater e punir a corrupção, motivar o servidor, prestar contas e cumprir prazos foram pontos destacados por Jean Cleuter, que foi um dos palestrantes da tarde. “Não adianta falar em corrupção se não houver punição efetiva do dinheiro público. A gestão tem que ‘ficar de olho’. Se desviou tem que ser punido e tem que devolver”, ressaltou o advogado.

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Impressões

Para Augusto Bernardo, coordenador do programa Nota Fiscal Amazonense, esta é a hora de colocar a crise em pauta. “Achei muito interessante o evento e está de parabéns o Sifam e a Pública, até porque, no momento em que vivemos essa imensa crise no Brasil em todos os sentidos, é papel de todo brasileiro debater essa crise e os caminhos a serem tomados pelo Brasil”, disse Bernardo. Ele acrescentou, ainda, que cortar gastos tirando dos servidores públicos é atingir o lado mais fraco. “O governo brasileiro continua com as torneiras abertas gastando de forma abundante mesmo em época de crise, mas não corta esses gastos, querem cortar do lado mais fraco que eu considero que seja o servidor público brasileiro, seja federal, estadual ou municipal”.

A coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Amazonas (Sintjam), Elaide Deuzuita de Paula acredita que o evento foi muito esclarecedor. “Foi muito esclarecedo, agora vamos ver se os sindicatos tomam coragem e saiam do seu ambiente e venham discutir a dívida pública também aqui no Estado do Amazonas. Este foi um impulso muito grande, excelente debate e vai melhorar mais ainda no dia 17 de outubro com a vinda da (Maria Lúcia) Fattorelli”, afirmou a coordenadora.

 

Próximo

A especialista em dívida pública, Maria Lúcia Fatorelli vai participar do Seminário do Dia do Servidor Fazendário (Sedifaz), evento tradicionalmente realizado no dia 17 de outubro pelo Sifam, no auditório da Sefaz. Fattorelli foi convidada para colaborar, com outros 35 especialistas em auditoria, em Atenas, na Grécia, a convite do parlamento grego, para analisar a crise que o país atravessa. Ela também atuou no Equado e conseguiu como resultado a anulação de 70% da dívida externa em títulos e permitiu que os recursos liberados fossem investidos em saúde e educação.

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